Condenação à prisão perpétua reacende debate sobre violência contra mulheres na Itália

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Filippo Turetta, também de 22 anos, foi sentenciado à prisão perpétua pelo assassinato de sua ex-namorada, Giulia Cecchettin. O caso, que ganhou grande repercussão na Itália, ocorreu em novembro de 2023 e trouxe à tona preocupações sobre o aumento da violência de gênero no país. A sentença foi proferida pelo tribunal de Veneza, que acatou o pedido da Promotoria.

O advogado de defesa, Giovanni Caruso, contestou o resultado, alegando que a decisão foi influenciada pela atenção midiática e que o crime não teve premeditação. “Ele não é Pablo Escobar”, afirmou Caruso em uma tentativa de minimizar a gravidade das acusações.

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O corpo de Giulia foi encontrado próximo ao lago Barcis, no norte da Itália, uma semana após seu desaparecimento. A localização remota do crime chamou a atenção das autoridades, que rapidamente prenderam Turetta em Leipzig, na Alemanha, onde ele tentava fugir.

Os números relacionados à violência contra mulheres na Itália são alarmantes. Em 2023, dos 276 homicídios registrados, 100 foram de mulheres, sendo 88 vítimas de parceiros ou familiares próximos, conforme dados do Ministério do Interior italiano.

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A morte de Giulia gerou uma onda de protestos e discussões sobre a persistência de comportamentos machistas e a necessidade de medidas mais eficazes para proteger mulheres em situações de vulnerabilidade. Grupos feministas e autoridades têm intensificado as demandas por mudanças que previnam tragédias como essa.

A condenação de Turetta, embora vista como um passo para a justiça, ressalta a urgência de enfrentar o problema estrutural da violência de gênero no país.

 

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