Um estudo feito pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), via Laboratório de Processamento de Imagens de Satélites (LAPIS), apontou que existe uma região situada no Nordeste que corre o risco de se tornar deserto.
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O agreste, vegetação semiárida característica de alguns estados da região, está sendo engolido pelas áreas desérticas ao redor e já diminuiu em mais de 50% apenas em 2023. O motivo para tal são as secas-relâmpago que podem ser mortais.
Os dados destacaram que cerca de 55% já foi perdido devido às secas-relâmpago, um fenômeno que dura de uma semana a um mês, mas costuma ser mortal. O agreste, para quem não sabe, é uma vegetação semiárida situada entre a zona da mata litorânea e as terras mais áridas do Nordeste, como a Caatinga e o sertão, e que engloba 11 estados brasileiros.
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“O estudo analisou como as secas repentinas impactaram na biomassa e na umidade do solo, no período de fevereiro a março, no período de 2004 a 2022. Essas microssecas têm predominado em relação a outros tipos de seca – como a seca meteorológica, agrícola e hidrológica. Estão relacionadas com o atual estágio da mudança climática, que agrava os eventos climáticos extremos. O efeito combinado da redução na cobertura vegetal e do aumento das temperaturas, durante as secas, têm aumentado ainda mais a degradação e a condição de aridez na região”, disse o professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Humberto Barbosa, fundador do Lapis, para a UFAL.