Autoridades do Japão e dos Estados Unidos divulgaram que hackers norte-coreanos teriam sido responsáveis pelo roubo de mais de 300 milhões de dólares em criptomoedas de uma corretora japonesa. A informação foi confirmada em um comunicado oficial nesta semana.
O ataque, atribuído ao Grupo Lazarus, notório por suas atividades cibernéticas ilícitas, envolveu uma sofisticada operação de engenharia social que enganou funcionários da empresa DMM Bitcoin, conforme detalharam o FBI e a Agência Nacional de Polícia do Japão.
A operação teria começado com um falso recrutador contatando um funcionário da corretora por meio do LinkedIn. Durante o processo de seleção fictício, um teste enviado ao funcionário incluía um código malicioso que abriu caminho para a invasão do sistema.
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Com acesso ao ambiente interno da empresa, os invasores manipularam transações legítimas, transferindo 4.502,9 bitcoins para suas carteiras digitais no final de maio de 2024. O montante, equivalente a 308 milhões de dólares na época, foi rapidamente desviado, dificultando sua recuperação.
O Grupo Lazarus já havia ganhado notoriedade ao ser acusado de hackear a Sony Pictures em 2014, em retaliação ao filme “A Entrevista”, que satirizava o líder norte-coreano Kim Jong Un. Desde então, tem sido associado a diversas operações cibernéticas internacionais.
Relatórios apontam que a unidade cibernética da Coreia do Norte, conhecida como Bureau 121, é composta por milhares de agentes especializados, operando tanto no país quanto em bases internacionais. O objetivo dessas operações seria gerar fundos para sustentar o regime norte-coreano, muitas vezes isolado economicamente.
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O FBI e seus parceiros japoneses reafirmaram seu compromisso em combater crimes cibernéticos e rastrear os responsáveis. “Estamos unidos para enfrentar ameaças que comprometem a segurança financeira global e alimentam atividades ilícitas de regimes autoritários”, destacou o comunicado.
As investigações seguem em curso, enquanto especialistas discutem medidas para reforçar a segurança no mercado de criptomoedas, frequentemente visado por cibercriminosos devido à sua natureza descentralizada e anonimidade.