Naiana Pereira Guerra, de 37 anos, estava em terapia quando uma notificação no Instagram mudou sua vida. A mensagem era de Ieda, sua mãe biológica, a quem ela procurava há anos. “Simplesmente caí no choro”, compartilhou em entrevista à CRESCER.
Adotada aos três dias, Naiana sempre soube que era filha de coração. Aos 13, descobriu o nome de sua mãe biológica e que tinha uma irmã mais velha. Ao se tornar mãe, a vontade de conhecer a família biológica cresceu. Aos 36, conversou com sua mãe adotiva e conseguiu o nome completo de Ieda. Usou o Instagram para encontrá-la e, por semelhança nas fotos, teve certeza de que era ela.
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Na mensagem enviada em maio de 2024, Naiana perguntou: “14/10/1987 te lembra algo?”. Ieda, inicialmente desconfiada, viu a semelhança com sua filha, Priscila, e soube que era sua filha. No mesmo dia, Ieda respondeu. Começaram a conversar e, meses depois, se prepararam para o reencontro. Naiana ainda encontrou a irmã Juliana.
O encontro
Por problemas de saúde de Ieda, o encontro foi cauteloso. Em 26 de outubro de 2024, o momento chegou. Naiana não conteve as lágrimas. “Foi como se um quebra-cabeça tivesse se encaixado. Minha alma reconheceu uma parte de mim que faltava”, contou.
Ela também entendeu o motivo da mãe biológica não ter ficado com ela: “Ela já tinha uma filha de 1 ano. Elas passavam muita dificuldade, até para se alimentar. E pensando em dar um futuro melhor para mim, por não ter condições devido a tudo que elas estavam enfrentando, acabou me colocando para adoção”, contou a representante comercial.
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Hoje, Naiana tem contato próximo com os três irmãos. A relação com Ieda é mais distante devido à saúde da mãe biológica, mas ela respeita o momento delas. A experiência a fez enxergar a vida com mais gratidão. “Se você começar a olhar com gratidão para o que acontece em sua vida, vai perceber que tudo que envolve você é baseado em um único sentimento: o amor”, concluiu.