A incapacidade de fazer cócegas em nós mesmos está relacionada a uma complexa interação entre o cérebro e o corpo. Quando alguém faz cócegas em outra pessoa, o cérebro processa a sensação como algo inesperado, ativando uma resposta automática, como rir ou se contorcer. No entanto, quando tentamos fazer cócegas em nós mesmos, o cérebro já prevê o movimento e o estímulo, tornando a sensação menos intensa ou inexistente. Essa antecipação do toque diminui a surpresa e a resposta do corpo, tornando difícil provocar a mesma reação.
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Estudos mostram que o cérebro, especificamente o cerebelo, é responsável por filtrar as sensações de cócegas em situações autossuficientes. O cerebelo ajuda a prever e coordenar os movimentos do corpo, o que significa que, ao fazer cócegas em nós mesmos, ele “sabe” exatamente o que vai acontecer e, portanto, suprime a sensação de surpresa. Esse mecanismo é essencial para evitar que o cérebro se sobrecarregue com estímulos irrelevantes ou desnecessários, permitindo que se concentre em reações imprevisíveis, como o toque de outra pessoa.
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Além disso, o fenômeno das cócegas é profundamente ligado à interação social. O ato de rir ao ser “coçado” é uma resposta emocional que gera vínculo e afeto entre as pessoas. Como nosso cérebro reconhece que estamos no controle de nossas próprias ações, a reação automática de riso ou desconforto simplesmente não ocorre. Por isso, embora o toque seja o mesmo, a resposta física e emocional é radicalmente diferente quando a cócega é feita por outra pessoa.