A Ilha da Queimada Grande, ou simplesmente Ilha das Cobras, conforme seu nome já traz, reúne uma das serpentes mais venenosas do mundo e, por isso, é estritamente proibida para visitantes.
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O controle de acesso é feito pela Marinha do Brasil, com o objetivo de proteger tanto os humanos quanto os habitantes rastejantes da ilha. A preservação dessas espécies é essencial, visto que a mais abundante delas, apesar de carregar um veneno extremamente tóxico, está ameaçada de extinção.
A jararaca-ilhoa (Bothrops insularis) pertence à família Viperidae, da qual também fazem parte cascavéis e mocas. Seu veneno é hemotóxico, atacando o sistema circulatório e causando hemorragias e coagulações a nível fatal. Ao contrário dos venenos neurotóxicos que afetam o sistema nervoso e causam paralisia, o veneno da jararaca-ilhoa permite que a serpente imobilize presas como pássaros em poucos minutos.
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A Ilha das Cobras possui 430 mil metros quadrados, mas a jararaca-ilhoa ocupa apenas 255 mil metros quadrados de floresta densa. Estima-se que a população seja entre 2 mil e 4 mil indivíduos, o que representa cerca de cinco serpentes por metro quadrado em algumas localidades.