O influenciador digital Felipe Neto surpreendeu seus seguidores na última quinta-feira, 3 de abril, ao declarar sua pré-candidatura à Presidência da República para as eleições de 2026. Com milhões de seguidores, ele usou um vídeo publicado em suas redes sociais para afirmar que pretendia utilizar essas plataformas como instrumentos de transformação no país.
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Contudo, menos de 24 horas depois, Felipe Neto voltou às redes para esclarecer os rumores. Em novo vídeo, ele revelou que não planeja concorrer a nenhum cargo público, explicando que a suposta pré-candidatura fazia parte de uma estratégia de divulgação para um audiolivro recém-lançado.
Segundo o influenciador, a ideia era gerar repercussão suficiente para atrair a atenção do público para o novo projeto. Embora tenha reconhecido que a abordagem foi ousada, ele reforçou que a intenção jamais foi enganar, mas sim provocar reflexão sobre o uso das redes sociais e a força da comunicação digital.
Apesar da explicação, a atitude gerou um intenso debate nas redes e entre especialistas em comunicação e política. Muitos questionaram a ética de utilizar temas políticos sensíveis como ferramenta de marketing, sobretudo em um momento em que o eleitorado exige mais transparência e responsabilidade de figuras públicas.
Além disso, analistas alertam para o risco de banalizar a participação política, especialmente quando figuras de grande alcance digital simulam envolvimento com causas sérias apenas para promover produtos.
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Nesse sentido, profissionais da área de comunicação recomendam atenção redobrada por parte do público. Afinal, é cada vez mais necessário diferenciar ações promocionais de manifestações políticas autênticas, especialmente quando influenciadores usam a credibilidade conquistada nas redes para gerar engajamento por meio de polêmicas.