Em 1925, a pequena e remota cidade de Nome, no Alasca, enfrentou uma ameaça mortal: um surto de difteria que colocava em risco a vida de centenas de moradores, sobretudo crianças. Como consequência de uma forte tempestade de neve, os aviões foram impedidos de decolar. Além disso, o acesso por terra estava bloqueado pelo gelo. Diante disso, restou apenas uma solução extrema — uma arriscada jornada com trenós puxados por cães para entregar o soro antitóxico salvador.
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A missão rapidamente se transformou em uma verdadeira corrida contra o tempo. Em meio ao inverno rigoroso do Alasca, as temperaturas despencavam para -40 °C. Várias equipes se revezaram ao longo do trajeto congelado. Entretanto, foi um husky siberiano veterano, chamado Togo, quem se destacou ao liderar o trecho mais extenso e perigoso da travessia.
Togo já tinha 12 anos — uma idade avançada para um cão de trenó —, mas mesmo assim percorreu impressionantes 260 milhas (cerca de 418 quilômetros). Durante o percurso, ele enfrentou ventos cortantes, escuridão total e um terreno brutal. Apesar das condições extremas, seu esforço foi decisivo para que o antídoto chegasse a tempo, evitando uma tragédia ainda maior.
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A coragem, força e determinação de Togo o transformaram em um ícone da resistência canina, bem como em um verdadeiro símbolo do espírito do Alasca. Sua história continua viva até hoje como um lembrete poderoso da lealdade e da bravura em momentos de crise.