Carl Haag (1820–1915), nascido na Alemanha e mais tarde naturalizado britânico, foi muito além da representação de paisagens. Ele imortalizava olhares, atmosferas e sentimentos com uma sensibilidade rara. Desde cedo, demonstrou fascínio por culturas distantes e, por isso, percorreu regiões como Egito, Síria, Jerusalém e Palestina durante o século XIX. Nessas viagens, ele registrava não apenas o que via, mas também o que sentia diante de cada cenário.
++ Teoria de Harvard sugere presença oculta de civilização alienígena na terra
Como membro respeitado da Royal Watercolour Society, Haag se dedicou majoritariamente à aquarela. Suas obras, aliás, são conhecidas pela impressionante precisão nos detalhes, mas também por transmitirem uma forte carga poética. Em vez de limitar-se a construções ou panoramas, ele revelava a essência dos lugares. A maneira como captava a luz e como retratava a dignidade silenciosa das figuras humanas ampliava a força expressiva de cada quadro.
++ Bloqueio de contas: EUA aplicam sanções a Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky
Embora seu olhar fosse ocidental, Haag demonstrava uma admiração genuína pelas culturas que encontrou em suas andanças. Em diversas obras, é possível perceber um respeito silencioso, mas constante, pelas pessoas retratadas. Ele não se limitava a mostrar o cenário: sobretudo, buscava eternizar a alma do mundo que descobria.