Detectado recentemente em 1º de julho pelo sistema ATLAS, no Havaí, o corpo celeste batizado como 3I/ATLAS está despertando enorme interesse na comunidade científica e, igualmente, no público geral. Este é apenas o terceiro objeto conhecido vindo de fora do nosso Sistema Solar, após os já famosos ʻOumuamua e Borisov.
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Com impressionantes 11 quilômetros de diâmetro — proporção semelhante à do asteroide associado à extinção dos dinossauros — o 3I/ATLAS atravessa o espaço a uma velocidade de 58 quilômetros por segundo. Além disso, sua descoberta representa um avanço significativo na detecção de corpos interestelares, oferecendo uma rara oportunidade de observar fragmentos oriundos de sistemas estelares distantes.
Apesar da empolgação científica, especulações logo ganharam espaço nas redes sociais e até entre alguns pesquisadores. Houve quem sugerisse uma possível origem artificial para o objeto, levantando, ainda que de forma improvável, hipóteses sobre tecnologia alienígena ou até mesmo uma rota traçada deliberadamente. Essas teorias alimentaram debates sobre uma eventual ameaça ou contato inteligente.
Contudo, a NASA foi rápida ao desmentir qualquer preocupação. Segundo Paul Chodas, diretor do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra da agência, trata-se de um corpo natural, sem qualquer comportamento incomum ou indícios de fabricação artificial. Ele destacou que a trajetória do 3I/ATLAS já foi calculada com precisão e não representa qualquer risco à Terra.
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O objeto passará próximo ao nosso planeta em outubro, porém manterá uma distância segura de aproximadamente 274 milhões de quilômetros — mais de 700 vezes a distância entre a Terra e a Lua. Embora possua algumas características típicas de um cometa, ele não apresenta cauda visível, o que aumenta ainda mais o interesse dos especialistas.
A origem exata do 3I/ATLAS permanece desconhecida. Ainda assim, sua presença oferece uma chance valiosa para investigar materiais vindos de outras regiões da galáxia. Apesar do tamanho e da velocidade impressionantes, os cientistas são unânimes: não há motivo para alarde. A visita desse mensageiro interestelar, longe de ser uma ameaça, é uma oportunidade extraordinária para a ciência.