A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou, nesta quinta-feira, 31 de julho, o maior raio já registrado na história. O fenômeno impressionante ocorreu em outubro de 2017, durante uma tempestade que percorreu o céu entre o leste do Texas e a região de Kansas City, no Missouri.
++ Teoria de Harvard sugere presença oculta de civilização alienígena na terra
Com incríveis 829 quilômetros de comprimento, o raio superou em 61 km o recorde anterior, medido em 2020, também nos Estados Unidos. Para efeito de comparação, essa distância equivale a uma viagem de Paris a Veneza, o que evidencia a escala extraordinária do fenômeno.
Conforme divulgado pela OMM, a descarga elétrica foi detectada por meio de satélites meteorológicos de última geração. Embora tenha ocorrido em 2017, o raio só pôde ser analisado com precisão anos depois, graças ao avanço tecnológico e à capacidade atual de monitoramento da atmosfera.
Ao contrário dos raios comuns, que geralmente duram menos de um segundo e percorrem até 16 km, esse mega relâmpago se formou dentro de um vasto sistema de nuvens. Esse tipo de formação permite descargas muito mais longas e intensas, que desafiam os padrões tradicionais.
++ Bloqueio de contas: EUA aplicam sanções a Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky
Além de estabelecer um novo recorde mundial, a descoberta oferece uma oportunidade valiosa para os cientistas compreenderem melhor os limites dos fenômenos atmosféricos. Ademais, ela ressalta o papel essencial da tecnologia na detecção e no estudo de eventos extremos da natureza.