Assistir a um bom filme de terror pode ir muito além da busca por adrenalina. Conforme revelou um estudo da Universidade Queen Margaret, em Edimburgo, esse tipo de produção tem o potencial de oferecer benefícios reais à saúde, tanto mental quanto física. Além de aliviar o estresse, os efeitos incluem redução da dor e aumento da sensação de bem-estar.
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Durante o suspense, o corpo libera dopamina e endorfina — neurotransmissores que funcionam como “cannabis naturais”. Essas substâncias geram prazer e relaxamento, convertendo a tensão inicial em alívio e satisfação. Ou seja, o medo, quando controlado, desencadeia um ciclo químico positivo.
A psicóloga Kristen Knowles, integrante da equipe de pesquisa, destaca que os filmes de terror simulam ameaças reais. “Esse tipo de obra provoca reações físicas intensas: o coração acelera, os sentidos se aguçam e a adrenalina entra em ação”, afirma. Para ela, essa experiência funciona como um treino emocional, preparando o corpo para enfrentar medos e, em seguida, recompensando-o com uma sensação de segurança.
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Portanto, o terror no cinema cumpre mais do que um papel de entretenimento. Ele contribui para que o organismo processe emoções difíceis e, assim, ajude no equilíbrio mental e corporal. Ao final da sessão, o medo dá lugar ao alívio — e, com ele, vem também o benefício terapêutico.