Um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a pedido da Vital Strategies e da ACT Promoção da Saúde revelou que a redução de 20% do consumo de álcool, recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pode evitar 10,4 mil mortes por ano, o equivalente a uma morte por hora, no Brasil.
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A pesquisa mostra, ainda, que ao salvar essas vidas, o Brasil evitaria o equivalente a R$ 2,1 bilhões em perdas de produtividade associadas às mortes prematuras.
“Os custos indiretos por mortes prematuras – de indivíduos com menos de 70 anos – relacionadas ao consumo de álcool representam perdas econômicas associadas à interrupção precoce da vida de pessoas em idade produtiva. Isso inclui a perda de produtividade no trabalho, o impacto na renda familiar e na economia como um todo”, explica Eduardo Nilson, pesquisador da Fiocruz, do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), da Universidade de São Paulo (USP) e autor do estudo.
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“Em outras palavras, além de causar sofrimento humano, o álcool impõe um peso econômico significativo ao país ao afastar milhares de pessoas do mercado de trabalho antes do tempo”, acrescentou ele.