A Caverna Etxeberri, situada nas profundezas dos Pirineus Franceses, possui pinturas de 16 mil anos, um registro das jornadas arriscadas feitas por humanos do Paleolítico para cumprir rituais e gravar sua marca nas paredes de pedra.
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Uma equipe de pesquisadores analisou os trajetos enfrentados por esses hominídeos, sugerindo que os desafios poderiam fazer parte de iniciações xamânicas.
A pesquisa, publicada na revista científica Journal of Field Archaeology, a revela que as pinturas da Idade da Pedra foram produzidas com ocre vermelho, carvão e argila, e representam animais como bisões e cavalos, além de figuras humanas e símbolos abstratos.
Segundo os pesquisadores, o trajeto dos exploradores pré-históricos envolvia se espremer por passagens estreitas, descer por paredões verticais e atravessar um grande buraco conhecido como “Sumidouro do Anjo”, cuja queda principal tem 16 metros de profundidade.
“Um único passo em falso teria sido fatal sem alguma forma de apoio, como uma corda”, escreveram os autores. O estudo descreve o uso de madeira de coníferas (como o pinheiro) e ossos queimados para gerar iluminação, além de gordura animal como combustível para produzir tochas e lâmpadas.
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A equipe acredita que os desenhos na caverna podem ser uma evidência do porquê esses exploradores pré-históricos atravessavam desafios mortais para pintá-los. De acordo com os autores, as gravuras seriam imagens “públicas”, produzidas por xamãs para uso em rituais coletivos.