Uma equipe de geólogos descobriram uma mina a quase 3 quilômetros abaixo da superfície, com um reservatório com água retido por pelo menos 2,64 bilhões de anos.
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As análises em laboratório confirmaram que essa é a “água mais antiga da Terra”. Em um artigo publicado na revista Nature, foi explicado que “rochas que se projetam no ventre escuro da Terra geralmente acumulam água quando a chuva e o degelo descem devido à gravidade”.
Deste modo, esse líquido se acumula em pequenas poças em fendas dentro das rochas, ficando presas embaixo delas por milhares de anos. “Quando as pessoas pensam nessa água, presumem que deve ser uma pequena quantidade presa na rocha. Mas, na verdade, ela está borbulhando em sua direção e é muito maior do que qualquer um espera”, declarou Barbara Sherwodd Lollar, geóloga em entrevista à BBC.
De acordo com Lollar, “ao observar o sulfato na água, conseguimos ver uma impressão digital que indica a presença de vida”. A geóloga explica que esses fluidos podem ter sido produzidos por micróbios durante milhões de anos e que eles podem ter sobrevivido por radiação.
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“O sulfato nessa água antiga não é sulfato moderno que flui para baixo. O que descobrimos é que o sulfato, assim como o hidrogênio, é, na verdade, produzido no local pela reação entre a água e a rocha”, explicou Long Li, professor assistente do Departamento de Ciências da Terra e Atmosféricas da Universidade de Alberta, em comunicado à imprensa.