Durante décadas, receber o diagnóstico de HIV gerava desespero e perspectivas limitadas. Entretanto, os avanços da ciência transformaram essa realidade. Hoje, a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana é considerada uma condição crônica gerenciável, desde que a pessoa siga acompanhamento médico adequado.
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A mudança mais significativa ocorreu com a terapia antirretroviral (TAR). Esse tratamento consegue reduzir a quantidade de vírus no organismo a níveis indetectáveis. Consequentemente, quem vive com HIV pode ter uma vida quase normal, com expectativa de vida semelhante à de pessoas sem o vírus — contanto que mantenha o tratamento de forma contínua.
No final dos anos 1990, o cenário ainda era alarmante. Em 1996, uma pessoa soropositiva tinha, em média, apenas 39 anos de expectativa de vida. Contudo, em 2011, esse número saltou para 72 anos, evidenciando o impacto direto dos avanços médicos e do acesso aos medicamentos.
Apesar das conquistas, ainda há desigualdade no acesso à TAR. Muitos fatores sociais, econômicos e políticos dificultam o atendimento universal — e não a ciência em si. Garantir tratamento contínuo e acessível continua sendo a prioridade para manter a saúde de milhões de pessoas.
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Desde o início da epidemia, a Organização Mundial da Saúde estima que mais de 42 milhões de pessoas morreram devido a complicações ligadas à AIDS. Entretanto, atualmente, milhões vivem com qualidade de vida, desde que recebam acompanhamento adequado. O HIV, embora ainda sem cura, não representa mais a ameaça letal de outrora.