Todos sã cientes de que, ao despejarmos óleo na água, os dois líquidos não se misturam. Em vez disso, formam-se duas fases, sendo que o óleo fica na parte de cima, por ser menos denso que a água.
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Em um dos grandes desafios da ciência, um dispositivo criado pela Universidade Flinders, na Austrália, buscou desvincular esse conceito de fluidos imiscíveis. Segundo os cientistas responsáveis pelo estudo, tal fato poderia aprimorar produtos futuros, ao aperfeiçoar processos industriais e até mesmo melhorar os alimentos que consumimos.
Sob uso d técnicas de fluxo de fluido rápido altamente avançadas aplicadas no chamado Dispositivo Vórtice de Fluidos Flinders (VFD), a equipe de pesquisa encerrou 10 anos de estudos para encontrar uma maneira de usar a química limpa para desvendar o mistério da “mistura de imiscíveis”.
“A mistura de líquidos imiscíveis é fundamentalmente importante na engenharia de processos e geralmente exige muita energia e gera resíduos”, diz o professor Colin Raston, autor do artigo publicado na Chemical Science. “Agora demonstramos como esse processo, usando um solvente comum e água, pode evitar o uso de outra substância para controlar reações em líquidos imiscíveis, tornando-as mais limpas e verdes”, conclui o professor.
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“Realizamos mais de 100 mil experimentos para estabelecer como os líquidos se misturam e quais são seus comportamentos de fluxo em dimensões muito pequenas”, acrescentou o coautor Aghil Igder.