Cientistas da missão SWOT, liderada pela NASA em parceria com a agência espacial francesa CNES, apresentaram o mapa mais detalhado já feito do fundo do mar. O estudo, publicado na revista Science, marca um avanço significativo na compreensão da biodiversidade marinha, das dinâmicas tectônicas e de fenômenos naturais como tsunamis.
Tradicionalmente, o mapeamento do fundo do mar era realizado com sonares a bordo de navios, cobrindo áreas limitadas de 200 a 400 metros e alcançando apenas 25% dos oceanos, mesmo com projetos globais como o Seabed 2030. No entanto, com a utilização de satélites da missão SWOT, os cientistas conseguiram em um ano o equivalente a três décadas de trabalho com métodos tradicionais.
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Entre abril de 2023 e julho de 2024, a equipe analisou dados de satélite para criar um mapa de resolução inédita, alcançando 8 quilômetros. Segundo Yao Yu, principal autor do estudo, os resultados revelaram detalhes impressionantes, incluindo cânions, colinas e montes submarinos nunca antes registrados.
Além de mapear a topografia submarina, o novo recurso será crucial para entender a circulação oceânica, influências nas temperaturas globais e o papel dos oceanos na absorção de dióxido de carbono. Especialistas consideram o avanço um marco no objetivo de mapear integralmente o planeta.
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“Os detalhes alcançados pela equipe do SWOT, como a precisão ao identificar colinas abissais e montes submarinos, são revolucionários”, declarou Ole Baltazar Andersen, geofísico da Universidade Técnica da Dinamarca, que colaborou com o estudo.
Com essa conquista, o mapeamento completo do fundo do mar parece mais próximo do que nunca, representando um salto transformador para a ciência e a preservação ambiental.