Os mamutes lanosos (Mammuthus primigenius), símbolos da era glacial, desapareceram há cerca de 10 mil anos no continente, persistindo em ilhas isoladas até aproximadamente 4 mil anos atrás. A principal causa identificada foi o aquecimento pós-glacial, que arruinou o habitat que sustentava os grandes herbívoros. Com o fim da era do gelo, as estepes frias e abertas — ricas em gramíneas e sedges nutritivas — deram lugar a florestas densas, tundras pantanosas e pântanos, reduzindo drasticamente os alimentos disponíveis e fragmentando os grupos de mamutes.Pesquisas com análise de DNA ambiental (eDNA) e moldes climáticos indicam que essa transformação do meio ambiente foi central em sua extinção.
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A chegada dos humanos foi o golpe final para uma espécie já enfraquecida. Comunidades paleolíticas, especialmente na Eurásia e América do Norte, caçavam mamutes por alimento e recurso. Embora o clima tenha iniciado o declínio populacional, modelos sugerem que, com a capacidade reprodutiva limitada dos mamutes, uma caça moderada já foi suficiente para desestabilizar drasticamente a população, transformando-os em alvos vulneráveis.
As últimas populações sobreviveram em áreas isoladas como a Ilha Wrangel e a Ilha São Paulo, porém, a extinção nessas regiões ocorreu por motivos distintos. A perda de biodiversidade genética, eventos climáticos extremos e limitações nos recursos naturais parecem ter sido decisivos. Estudos genômicos revelam que mesmo sem caça humana, esses grupos isolados sucumbiram devido a fatores ambientais e demográficos extremos.
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O desaparecimento dos mamutes evidencia a fragilidade dos grandes herbívoros diante de mudanças rápidas no ecossistema e da pressão humana. A combinação de perda de habitat, fragmentação populacional e caça transformou um gigante adaptado em uma tragédia evolutiva. A história dos mamutes serve de alerta sobre os riscos que espécies atuais enfrentam diante das alterações climáticas e da intervenção humana.