









A esquizofrenia, que afeta cerca de 1,6 milhão de pessoas no Brasil, ainda é desconhecida, mas novas pesquisas científicas sugeriram uma combinação de fatores hereditários, com alterações moleculares e funcionais no cérebro.
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Os pesquisadores detalharam o papel da proteína hnRNP A1 na formação e estabilidade da mielina. Agora, um novo trabalho fez uma descoberta pode abrir caminhos para o desenvolvimento de tratamentos contra a doença.
A mielina é uma substância gordurosa que é produzida por células do sistema nervoso central chamadas de oligodendrócitos, e forma uma bainha que protege os prolongamentos dos neurônios (axônios) e aumenta a velocidade de condução dos impulsos nervosos que transmitem informações entre as células neurais.
Durante o estudo, divulgado no Journal of Neurochemistry, os cientistas investigaram alterações em proteínas essenciais para a produção da mielina em roedores. Os resultados mostraram que a hnRNP A1 age na manutenção da integridade deste processo.
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Segundo os pesquisadores responsáveis pelo trabalho, a proteína regula o processamento do RNA mensageiro, ajustando como a molécula é cortada e montada. A equipe identificou que problemas com a proteína causaram a desmielinização a partir da oitava semana. O processo em questão durou mais cinco semanas, mas acabou sendo interrompido a partir do restabelecimento da bainha de mielina.