Em meio à crise global da biodiversidade, os fungos começam a chamar atenção pela sua crescente vulnerabilidade. Espécies essenciais para a vida no planeta estão desaparecendo em ritmo alarmante, segundo cientistas. Embora pouco visíveis, os fungos são pilares dos ecossistemas: reciclam nutrientes, sustentam plantas e ajudam a manter a saúde dos solos. Ainda assim, recebem pouca atenção quando o assunto é conservação ambiental.
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A principal ameaça vem da destruição dos habitats naturais, como florestas e áreas úmidas, onde esses organismos vivem e se multiplicam. O desmatamento, a urbanização descontrolada e o uso de fertilizantes químicos alteram o solo e tornam o ambiente hostil para muitas espécies. Além disso, a poluição atmosférica, especialmente por amônia e nitrogênio, afeta diretamente a sobrevivência de fungos sensíveis a essas mudanças.
As mudanças climáticas também exercem um papel decisivo na perda dessas espécies. Em regiões sujeitas a secas extremas e incêndios florestais frequentes, os fungos enfrentam um colapso nos ciclos de vida. Muitas espécies dependem de florestas antigas para prosperar, e não conseguem se adaptar a áreas replantadas ou modificadas por ações humanas.
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A extinção de fungos pode parecer um problema distante, mas os impactos são diretos: solos menos férteis, colheitas comprometidas, aumento na degradação ambiental e perda de remédios naturais — já que muitos antibióticos vêm desses organismos. Proteger os fungos é, portanto, proteger a base da vida. Sem eles, o planeta perde uma peça-chave do seu equilíbrio biológico.