Um estudo recente revelou que a poluição por chumbo causada pela atividade humana remonta há mais de 5 mil anos, tendo suas origens nas práticas da Grécia Antiga.
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A pesquisa, que foi feita por arqueólogos alemães e gregos, avaliou camadas do fundo do Mar Egeu, e apontou evidências de que os antigos gregos já estavam liberando chumbo no meio ambiente durante a Idade do Bronze.
O chumbo, um subproduto da produção de prata, começou a surgir no registro arqueológico por volta de 3.250 a.C., coincidindo com o início da fundição e refino de minérios de chumbo. Os pesquisadores coletaram amostras de um núcleo do fundo do mar, que reunia camadas de material depositadas ao longo de milênios.
A análise dessas camadas revelou um aumento significativo nos níveis de chumbo há cerca de 5.275 anos, e marcava a mais antiga evidência conhecida de poluição por chumbo causada por humanos. A pesquisa também apontou uma relação entre a poluição por chumbo e a transição da Grécia Antiga de uma sociedade pastoral para uma economia monetizada.
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O aumento da produção de moedas de prata, por exemplo, contribuiu para a liberação de chumbo no meio ambiente. Além da poluição por chumbo, foram identificadas mudanças no pólen presente nas camadas do fundo do mar, apontando as alterações nas práticas agrícolas e no desmatamento.