Uma pesquisa científica apontou que há, de fato, um grande número de pessoas que costumam questionar a origem dos seus sintomas para se autodiagnosticar com alguma doença através da internet.
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A gastroenterologista Dídia Cury, pesquisadora do Centro de Doenças Inflamatórias Intestinais da Clínica Scope, em Campo Grande (MS), apontou que em relação a essa especialidade, 70% dos pacientes entrevistados afirmaram usar a internet para se informar sobre suas enfermidades.
“Minha curiosidade inicial era saber como o ‘Dr. Google’ influenciava essas pessoas no tratamento e, num segundo momento, pensamos em investigar também se ele afetava o grau de estresse e ansiedade delas”, declarou ela. Diante da quantidade de relatos de pacientes que mencionavam as buscas na web, a médica aprofundou sua análise para compreender até onde as pesquisas pela rede e as mídias sociais impactam no tratamento e no bem-estar dessas pessoas.
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Em relação à frequência de uso da internet com esse objetivo, o Google liderou o ranking, em que mais de 60% dos participantes “se consultam” com ele, enquanto 16,7% afirmaram frequentar grupos online de pacientes em redes como Facebook, 16,2% recorrem a sites de saúde, 12,8% a sites médicos ou de entidades médicas e 17,8% a outros sites no geral. O YouTube foi mencionado por 13,7% dos entrevistados, e 6,9% deles citaram o WhatsApp.