Um estudo conduzido por 132 pesquisadores de 31 instituições brasileiras mapeou os principais obstáculos que limitam o avanço das pesquisas sobre uso medicinal da cannabis no país.
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O trabalho sistematizou cerca de sete entraves críticos que afetam tanto a pesquisa básica quanto a aplicada em áreas como farmácia, veterinária e agronomia, e entre os principais problemas estão: a morosidade e burocracia excessiva na autorização de estudos, a dependência de insumos importados, as restrições ao cultivo científico e aos limites de THC, além da falta de protocolos claros para pesquisas veterinárias e agropecuárias.
Além disto, também foram apontadas dificuldades no fluxo de materiais entre instituições e entraves à cooperação científica. Os especialistas defendem medidas como: um sistema integrado de licenciamento, autorizações institucionais de longo prazo, maior flexibilidade no acesso a insumos e padrões analíticos, regulamentação específica para diferentes modalidades de cultivo e protocolos padronizados para pesquisas com animais.
Segundo a professora Priscila Mazzola (Unicamp), sem mudanças estruturais, o Brasil continuará em desvantagem frente a países que já avançaram no setor. Um ambiente regulatório claro e funcional é essencial para fortalecer a pesquisa acadêmica, incentivar a inovação e garantir autonomia tecnológica nacional.