Ainda há diversos estudos científicos que busquem compreender como a depressão afeta o cérebro, ou a diferença nas conexões cerebrais de alguém com o transtorno.
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Todavia, um novo estudo avançou na compreensão de como a doença se mostra específica e possui o dobro de tamanho quando se comparado com pessoas saudáveis. O estudo, publicado na revista Nature, trouxe um estudo feito por Cientistas da Universidade de Medicina Weill Cornell, de Nova York, que utilizaram uma técnica de neuroimagem chamada mapeamento de precisão funcional para análise cerebral em 178 pessoas.
Cerca de 141 delas foram diagnosticados com depressão, enquanto 37 pessoas sem o transtorno serviram como grupo de controle. Posteriormente, os dados coletados foram comparados com informações de bancos de dados já existentes.
A pesquisa, por sua vez, buscou o foco no papel da erde neural, e foi constatado que ela dobrou de tamanho no cérebro da maioria das pessoas com depressão analisadas. As redes neurais são “grupos de neurônios que se conectam entre diferentes regiões do cérebro e tem uma ação conjunta”, explica Giovanna de Oliveira Santos, que não participou do estudo recente.
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Esse conceito de “redes neurais” é um dos campos de estudo mais importantes da neurociência hoje. “A gente ficou preso por muito tempo numa noção de áreas do cérebro, cada uma com sua função específica”, diz a psicóloga. “Hoje, cada vez mais a gente percebe que não é assim, e que provavelmente o cérebro atua a partir dessas redes, com diferentes áreas atuando em diferentes aspectos de cada função”, diz ela.