Superbactérias colocam a saúde global em alerta com avanços preocupantes

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Nas últimas décadas, o uso excessivo e inadequado de antibióticos transformou bactérias comuns em inimigos de difícil combate, conhecidas como superbactérias. Esses micro-organismos, que resistem aos tratamentos convencionais, representam uma ameaça crescente à saúde pública global e exigem ações urgentes de conscientização e prevenção.

A resistência bacteriana ocorre, principalmente, devido ao uso inadequado de antibióticos, como tratamentos interrompidos antes do tempo indicado ou a automedicação. Quando o medicamento não é usado corretamente, as bactérias mais vulneráveis são eliminadas, mas as resistentes sobrevivem e se multiplicam, tornando-se cada vez mais difíceis de combater.

Além disso, o descarte impróprio de medicamentos, como jogá-los no lixo comum ou no esgoto, contribui para a exposição prolongada de bactérias a antibióticos, promovendo mutações e fortalecendo a resistência. É essencial descartar os medicamentos em pontos de coleta especializados para evitar danos ambientais e à saúde pública.

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Entre as superbactérias mais preocupantes no Brasil estão a Acinetobacter baumannii, resistente a diversos antibióticos e presente em hospitais e no solo; a Pseudomonas aeruginosa, conhecida por causar infecções graves em ambientes hospitalares; e a família Enterobacteriaceae, que inclui a Escherichia coli e a Klebsiella pneumoniae, associadas a doenças respiratórias severas.

Outro exemplo preocupante é a Helicobacter pylori, que habita o estômago e pode causar úlceras e até câncer gástrico. Sua resistência moderada demanda tratamentos prolongados, tornando o diagnóstico e a adesão ao tratamento fundamentais.

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Desde 2011, no Brasil, a comercialização de antibióticos está mais controlada, exigindo receita médica, conforme determinação da RDC nº 20. No entanto, a conscientização global sobre o uso responsável e o descarte adequado de antimicrobianos ainda precisa ser reforçada para conter o avanço das superbactérias.

Evitar a automedicação, seguir rigorosamente as orientações médicas e adotar práticas seguras no descarte de medicamentos são passos indispensáveis para proteger a saúde individual e coletiva.

 

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