A ideia de que tudo o que é postado na internet permanece para sempre já não reflete a realidade. Com a expansão contínua do volume de dados online, cresce a necessidade de espaço para armazenamento, o que resulta na exclusão de conteúdos antigos. Segundo um levantamento do Pew Research Center, cerca de 25% das páginas da web criadas entre 2013 e 2023 não estão mais disponíveis. Apenas em 2023, 8% dos conteúdos publicados já haviam desaparecido até o mês de outubro.
A inteligência artificial (IA) tem acelerado esse processo. A tecnologia, que permite a criação de textos, imagens e vídeos em massa, sobrecarrega ainda mais os servidores com novos dados. Para acomodar esse volume crescente, muitas vezes conteúdos antigos são descartados.
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A exclusão de materiais históricos não só compromete a preservação do conhecimento, mas também cria um paradoxo: a IA, que depende de dados da internet para aprender, pode acabar se alimentando de um número limitado de informações, levando a repetições e limitações no futuro.
Outro efeito preocupante do desaparecimento de conteúdos online é o impacto na autoria. Quando trabalhos publicados por criadores desaparecem, a identidade e o legado desses autores são colocados em risco. Isso dificulta o acesso a fontes originais, prejudicando pesquisadores, jornalistas e qualquer pessoa que dependa de informações confiáveis e verificáveis.
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A internet continua a evoluir, mas a preservação do passado digital é um desafio crescente. Equilibrar a criação de novos conteúdos com a manutenção de informações antigas é essencial para garantir um futuro online diversificado e confiável.