Um grupo de avós na Alemanha tem se mobilizado em manifestações e ações públicas para alertar sobre os perigos do extremismo e defender valores democráticos. Chamado de “Omas gegen Rechts” (“Avós contra a extrema-direita”, em tradução livre), o movimento surgiu em 2018 e se espalhou pelo país, com dezenas de núcleos ativos.
Identificadas por gorros de lã feitos à mão, as integrantes participam de protestos contra discursos nacionalistas e políticas antimigratórias, especialmente diante da ascensão do partido Alternativa para Alemanha (AfD). Para muitas delas, que cresceram no pós-guerra e convivem com as marcas da história alemã, o engajamento é uma forma de evitar que novas gerações enfrentem retrocessos.
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Além das manifestações, o grupo também atua contra o antissemitismo e a discriminação. Algumas participantes relatam motivações pessoais para integrar o movimento, reforçando a preocupação com o avanço de discursos que relativizam momentos históricos delicados.
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A AfD, fundada em 2013, tem se consolidado no cenário político com pautas nacionalistas e críticas à imigração. Em 2024, o partido conquistou o segundo lugar nas eleições para o Parlamento Europeu e obteve resultados expressivos em eleições estaduais, especialmente no leste da Alemanha. O crescimento da legenda tem gerado debates no país e motivado reações de setores da sociedade civil, como o movimento das avós ativistas.