Territórios remotos que abrigam apenas pinguins e ursos polares foram surpreendentemente incluídos na nova política tarifária anunciada pelo governo de Donald Trump. Entre os alvos da medida estão as ilhas Heard e McDonald, pertencentes à Austrália, e a ilha Jan Mayen, da Noruega, locais sem população permanente e sem histórico de comércio com os Estados Unidos.
A decisão foi justificada pela Casa Branca como parte de um pacote de retaliações comerciais contra países que, segundo Trump, impõem barreiras injustas aos produtos norte-americanos. As ilhas australianas foram taxadas em 10%, a mesma alíquota aplicada ao país. Já Jan Mayen, onde vivem apenas pesquisadores e militares que se revezam em turnos semestrais, recebeu uma taxa de 15%, seguindo a tarifação imposta à Noruega.
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As ilhas afetadas são de difícil acesso e não possuem qualquer atividade comercial significativa. Para chegar a Heard e McDonald, por exemplo, é necessário obter autorização especial do governo australiano e enfrentar uma viagem de duas semanas pelo Oceano Antártico.
Durante o anúncio, Trump classificou as tarifas como um passo essencial para proteger a economia norte-americana, alegando que o país foi prejudicado durante décadas por restrições comerciais internacionais. Ele ainda afirmou que a taxação poderia ter sido mais severa, mas optou por um modelo “moderado” de tarifas recíprocas.
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A inclusão de territórios sem população e sem comércio na lista tarifária chamou a atenção de analistas, que questionam a real eficácia da medida e seus possíveis impactos práticos.