Flamingos e guarás são aves conhecidas por suas cores vibrantes, resultado da alimentação. Nos flamingos, o tom rosa das penas vem dos carotenoides presentes em algas, crustáceos e plâncton. Esses pigmentos naturais entram no organismo das aves e começam a influenciar a coloração conforme elas crescem. Inicialmente, os flamingos nascem com penas cinzentas ou brancas, e o processo de mudança para o rosa pode levar até três anos.
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A intensidade da cor rosa depende da quantidade de carotenoides que as aves ingerem. Quanto mais essa substância elas consomem, mais vibrante fica o tom das penas. A coloração intensa indica que o flamingo está saudável e pronto para se reproduzir. Em ambientes com menos carotenoides, os flamingos têm penas mais pálidas e podem até parecer brancos.
A cor vermelha dos guarás
O guará, por outro lado, exibe uma coloração vermelha única entre as aves marinhas, causada pela cataxantina, um derivado do caroteno. Esse pigmento vem principalmente dos caranguejos, a principal fonte de alimento do guará. Ele absorve a cataxantina durante a alimentação e a acumula nas penas, conferindo-lhe a tonalidade vermelha-carmesim. O processo de mudança de cor é gradual e pode levar até dois anos para se concluir.
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Essas aves aquáticas, que habitam manguezais e zonas costeiras, mostram uma relação direta entre sua alimentação e a coloração das penas. Embora os flamingos tenham um tom rosa e os guarás, vermelho, ambas as aves passam por um processo semelhante de transformação de cor, evidenciando a conexão entre dieta e saúde na natureza.