A Universidade de Oxford revelou que “brain rot” foi eleita a palavra do ano, um reconhecimento que destaca a preocupação global com os efeitos nocivos do uso excessivo de plataformas digitais. A expressão, que pode ser traduzida como “cérebro deteriorado”, é usada para descrever a sensação de declínio mental associada ao consumo contínuo de conteúdo considerado superficial ou de baixa qualidade, especialmente online.
Embora tenha origem no século 19, o termo ganhou nova relevância em 2024, sendo escolhido em uma votação que reuniu mais de 37 mil participantes. Segundo o Dicionário de Oxford, “brain rot” define “a deterioração mental ou intelectual, muitas vezes atribuída à exposição constante a materiais triviais, como conteúdo de redes sociais”.
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O uso da expressão cresceu 230% neste ano, refletindo uma maior autoconsciência sobre os impactos do excesso de estímulos digitais. Especialistas relacionam o fenômeno a sintomas como dificuldade de concentração, cansaço mental e redução do desempenho cognitivo. As redes sociais, ao mesmo tempo em que impulsionaram o uso do termo, são frequentemente apontadas como uma das causas dessa sensação generalizada.
Casper Grathwohl, presidente do departamento de linguagens da Universidade de Oxford, destacou a relevância do termo em um comunicado recente: “’Brain rot’ captura a essência de um dos desafios da era digital, especialmente sobre como gerimos nosso tempo e atenção em meio à enxurrada de informações.”
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Entre os finalistas para a palavra do ano estavam termos como “lore”, “romantasy” e “slop”, que também refletem tendências da cultura digital contemporânea. A escolha de “brain rot”, no entanto, sublinha a crescente preocupação com os efeitos de um estilo de vida cada vez mais dominado pela tecnologia.