O impacto das ondas de calor vai muito além do desconforto e do risco de desidratação. Um estudo da University of Southern California revelou que a exposição frequente a altas temperaturas pode acelerar o envelhecimento biológico do corpo humano, tornando-o até 2,5 anos mais velho do que a idade real.
Os cientistas analisaram dados de quase 3.700 pessoas, com idade média de 68 anos, e descobriram que os efeitos do calor intenso estavam ligados a mudanças na epigenética — o mecanismo que regula quais genes ficam ativos ou inativos no organismo. Esse processo influencia diretamente funções vitais e pode afetar a longevidade.
A pesquisa, publicada na revista Science Advances, utilizou três diferentes marcadores biológicos para medir o envelhecimento celular e constatou que a exposição contínua a temperaturas elevadas desencadeia alterações na metilação do DNA, um processo fundamental para o funcionamento do corpo. Essas mudanças fazem com que o organismo se desgaste mais rápido do que o esperado.
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O efeito foi ainda mais preocupante entre os idosos, que já possuem uma capacidade reduzida de regular a temperatura corporal. Segundo os cientistas, quanto mais tempo uma pessoa passa exposta a calor extremo, maior a velocidade do envelhecimento das células.
Com o aumento das temperaturas globais causado pelas mudanças climáticas, esse fenômeno pode representar um risco crescente para a saúde pública. O envelhecimento acelerado está associado a uma maior incidência de doenças crônicas e a uma expectativa de vida reduzida.
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Os pesquisadores destacam que ainda há poucas investigações sobre como o calor influencia diretamente a epigenética humana. Eles alertam para a necessidade de mais estudos e estratégias para minimizar os impactos do clima extremo no organismo, principalmente entre populações vulneráveis, como idosos e pessoas com problemas de saúde preexistentes.
A pesquisa reforça que o calor intenso não deve ser subestimado — ele pode estar causando danos invisíveis, mas significativos, ao corpo humano.