Quando se fala em peru de Natal, o que está à mesa, na maioria das vezes, é a versão feminina da espécie: a perua. Embora os machos também sejam criados em larga escala, as características das fêmeas as tornam ideais para o prato natalino.
Os perus, mais robustos, chegam a pesar até 10 quilos a mais que as peruas, mesmo consumindo a mesma quantidade de ração. Esse crescimento expressivo faz com que os machos sejam mais usados na produção de cortes como peito e embutidos, enquanto as peruas, menores e com uma carcaça mais proporcional, são preferidas para serem servidas inteiras.
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As fêmeas são abatidas com cerca de 10 semanas de vida, pesando em torno de 5 quilos, o que garante uma carne macia e saborosa. Já os machos costumam ser abatidos mais tarde, por volta das 20 semanas, quando atingem cerca de 25 quilos, sendo destinados principalmente à indústria de alimentos processados.
O preço elevado do peru de Natal tem razões específicas. Um dos fatores é o custo mais alto de ovos e pintos dessa espécie em comparação com outras aves. Além disso, as peruas produzem apenas 80 ovos por ano, bem menos que as galinhas, que chegam a botar cerca de 180. Essa baixa produtividade impacta diretamente o preço final.
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Outra peculiaridade na criação é a necessidade de separar machos e fêmeas para evitar conflitos por alimento, o que assegura um desenvolvimento adequado para cada grupo.
As peruas, além de serem as estrelas das ceias natalinas, também desempenham papel importante na indústria alimentícia. Sua carne é usada na produção de embutidos, defumados e outros produtos consumidos ao longo do ano.
O cuidado e a especialização na criação dessas aves reforçam a importância da tradição do peru de Natal, enquanto as diferenças entre machos e fêmeas explicam a escolha das peruas como o centro das celebrações.