Na madrugada do dia 7 de novembro de 2024, trigêmeas idênticas nasceram empelicadas no Hospital São Luiz Star, em São Paulo. As bebês vieram ao mundo dentro da bolsa amniótica intacta. A fotógrafa Renata Bertolini registrou o momento único, capturando imagens das meninas ainda envoltas pela membrana.
Uma das bebês, por exemplo, abriu os olhos dentro da bolsa, enquanto outra chorou antes mesmo de o saco amniótico estourar. Para Renata, foi um momento mágico: “É o momento em que você consegue enxergar o invisível, né? Porque, como está dentro da barriga da mãe, a gente sempre tem dúvida: será que o bebê chora dentro da barriga? Será que o bebê abre o olho? E, quando ele vem empelicado, a gente vê isso acontecendo”, disse a fotógrafa, em entrevista à Revista Crescer.
Andrielli Fabrini, mãe das trigêmeas, teve uma gestação surpreendente desde o início. Com seis semanas, um ultrassom revelou dois bebês. Duas semanas depois, descobriu que eram três. Com 31 semanas de gestação, ela enfrentou um parto prematuro, mas, felizmente, as bebês se desenvolveram bem. “Cada semana com as meninas dentro de mim era uma vitória”, afirmou a mãe.
Embora o parto empelicado não traga grandes benefícios médicos, ele proporcionou uma extração mais suave para as bebês, explicou o obstetra Wagner Hernandez. Além disso, o nascimento desse tipo é raro, com uma chance de 1 em 100.000 gestações. Catarina Emi, Isabel Sayuri e Melina Aya nasceram saudáveis, mas precisaram de cuidados na UTI neonatal.
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Por fim, Andrielli descreveu o momento como inesquecível: “Elas nasceram, mas foi como se eu também tivesse nascido. Aquele chorinho foi o meu nascimento como mãe”, afirmou.