Seis anos após o incêndio que destruiu grande parte de seu acervo, o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, se prepara para receber visitantes novamente. A reabertura parcial está marcada para o dia 5 de junho, permitindo que o público tenha acesso a uma área restaurada do prédio histórico.
Nesta primeira etapa, os visitantes poderão ver de perto o meteorito Bendegó, uma das poucas peças que resistiram ao incêndio, e um imponente esqueleto de baleia-cachalote de 15,7 metros, suspenso a dez metros de altura. A intenção é resgatar a memória do museu, preservando elementos históricos e integrando intervenções contemporâneas à arquitetura original.
A recuperação do acervo segue em ritmo acelerado, com a expectativa de reintegração de 1,1 mil fósseis, incluindo esqueletos de dinossauros. Além disso, o fóssil de Luzia, considerado o mais antigo das Américas, passará por um delicado processo de restauração.
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Desde o início das obras, em 2021, cerca de 80% do telhado e 75% da fachada já foram restaurados. Uma das etapas mais desafiadoras foi a instalação de uma claraboia de 30 toneladas. A estimativa é que todo o processo de reconstrução seja concluído até 2028, com um investimento total de R$ 516,8 milhões — dos quais R$ 346,8 milhões já foram arrecadados por meio de doações de instituições como BNDES, Vale e Bradesco.
O museu também trabalha na criação de um fundo de sustentabilidade financeira para garantir sua manutenção a longo prazo. A meta é assegurar que, uma vez reaberto completamente, o espaço continue funcionando sem depender exclusivamente de recursos esporádicos.
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Com a reabertura gradual, o Museu Nacional retoma seu papel como um dos principais centros culturais e científicos do Brasil, oferecendo ao público a oportunidade de reviver sua história e acompanhar de perto o processo de reconstrução de um dos patrimônios mais valiosos do país.